Foi em meados de setembro. O dia, não me lembro ao certo. Mas é de se esperar que não lembremos com precisão do nosso nascimento.
O local: Hospital das Clínicas. Foi lá que eu cheguei ao mundo, cega e ignorante, houve choro, tensão, correria, e aquele tapa na nuca, na cara, pra me tirar o fôlego.
A morte estava lá. Eu senti. Senti o momento em que ela me pegou pelos pés, me puxou sem receio - sabia que eu era mais forte do que imaginava, que eu aguentaria o baque - me puxou com mãos gélidas e ríspidas, para o mundo.
Foi então que eu saí do útero.
Foi então que eu saí do conforto do egocentrismo, do calor, da alimentação umbilical, e caí no chão duro daquela realidade. Eu estava viva, eu estava só, e estava apta a me levantar e caminhar com as minhas próprias pernas. Aquilo era real!
Meu parto deixou cicatrizes mais profundas do que qualquer cesariana.
Minhas primeiras palavras? Foi algum poema cantado, puro e leve, que falava sobre amor.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Incompreensível.
Aquilo que não se entende, que não se nomeia, que não se percebe chegando, e nem pede permissão pra ficar.
Explode num susto, abalando fronteiras, assustando vizinhos, te deixa pálido, atônito, mudo. Muda tua forma de enxergar o tudo, e reduz a nada o teu direito de opinião. Você não escolhe. Você nem mesmo tem a chance de escolher.
Explode num susto, abalando fronteiras, assustando vizinhos, te deixa pálido, atônito, mudo. Muda tua forma de enxergar o tudo, e reduz a nada o teu direito de opinião. Você não escolhe. Você nem mesmo tem a chance de escolher.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Leve
sexta-feira, 15 de abril de 2011
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